segunda-feira, 29 de abril de 2019

Exemplos da seleção :

seleção natural é um mecanismo evolutivo em que o organismo mais adaptado a viver em uma determinada área e em um período de tempo é selecionado. Dessa maneira, organismos que possuem maior capacidade de sobrevivência reproduzem-se mais facilmente e passam suas características aos seus descendentes. Esse mecanismo foi proposto por Charles Darwin e enfatiza como o meio atua sobre o processo evolutivo.

→ Tipos de seleção natural

Existem três tipos de seleção natural: a direcional, a estabilizadora e a disruptiva.
⇒ Seleção direcional: é uma das formas mais simples de seleção natural. Ela seleciona um dos fenótipos extremos e é responsável pela maioria das mudanças fenotípicas que ocorrem durante o processo evolutivo.
Imagine que exista uma espécie de peixe com indivíduos pequenos, médios e grandes. Os peixes maiores são frequentemente pescados com uso de redes. Assim sendo, os indivíduos pequenos apresentam vantagem sobre os outros, uma vez que, no momento da pesca, eles não são capturados. Os pequenos possuem, então, maior chance de sobrevivência e reprodução, uma vez que são mais aptos às condições daquele momento, o que causa uma seleção direcional.
Um exemplo real de seleção direcional pode ser observado ao analisar a seleção de bactérias resistentesMutações surgem ao acaso e aquelas que garantem proteção à bactéria contra o antibiótico acabam fazendo com que elas sejam selecionadas.
⇒ Seleção estabilizadora: Esse tipo seleciona os indivíduos com fenótipo intermediário, ou seja, mais próximo da média. Os extremos, nesse caso, apresentam desvantagem sobre os outros, não sendo selecionados.
Essa seleção pode ser observada ao analisar os bebês da espécie humana. Estes geralmente nascem com peso em torno de 3,3 kg, um peso que representa menor mortalidade. Crianças muito pequenas ou muito grandes correm mais riscos de morte e, portanto, a seleção não as favorece.
Vale destacar que essa seleção agiu muito no passado, mas, atualmente, com os avanços da medicina, crianças muito pequenas possuem a seu favor tecnologias, como a incubadora, que garantem sua sobrevivência. Além disso, crianças grandes podem nascer por cesariana, evitando lesões no momento do parto.
⇒ Seleção disruptiva: nesse caso, os extremos são favorecidos. Como exemplo, podemos citar a espéciePasserina amoena, que possui indivíduos com cor azulada brilhante, indivíduos com cor amarronzada e outros intermediários. Nesse caso, os azuis são melhores em conseguir territórios e reproduzir-se. Os amarronzados são ignorados pelos azulados e também conseguem reproduzir-se. Já os de coloração intermediária são notados pelos outros machos e não são tão especializados para conseguir territórios, reproduzindo-se menos.
Neodarwinismo:

O Neodarwinismo chamado também de "Teoria Sintética (ou Moderna) da Evolução" surgiu no século XX. Está relacionada com os estudos evolucionistas do naturalista inglês Charles Darwin e as novas descobertas no campo da genética. As lacunas que surgiram após a publicação da obra “Origem das Espécies" (1859) de Darwin, foram desvendadas pelo avanço dos estudos genéticos.

  • Aceita atualmente pela maioria dos cientistas, a teoria moderna da evolução se tornou um tipo de eixo central da biologia, aproximando disciplinas como sistemática, citologia e paleontologia.
Especiação :

Especiação é o nome dado ao processo evolutivo pelo qual são formadas duas ou mais espécies a partir de um ancestral comum a elas. Este processo explica a grande diversidade de vida encontrada no nosso planeta.
Para entender melhor este processo, é necessário ter bem estabelecido o que é uma espécie, mas isso não é tão simples quanto parece, já que não existe consenso entre pesquisadores. Um dos conceitos mais conhecidos é o conceito biológico, que define espécies em termos de compatibilidade reprodutiva. Mas, assim como os mais de 25 conceitos de espécies existentes, o conceito biológico possui algumas limitações, não se aplicando a todos os casos e organismos. Uma solução para isso é tratar espécies como linhagens que estão evoluindo separadamente (conceito unificado de espécie, ainda pouco disseminado), pois este seria o único elemento compartilhado pelos diversos conceitos de espécie existentes.

sexta-feira, 26 de abril de 2019

ABIOGÊNESE X BIOGÊNESE

origem da vida é uma questão que até hoje permanece em aberto. Entretanto, dentre as várias teorias já propostas, muitas já caíram em descrédito com a expansão do conhecimento científico. É o caso da teoria da geração espontânea ou abiogênese, que por muito tempo foi a hipótese mais aceita. Segundo esta teoria, organismos podiam ser gerados espontaneamente a partir de matéria sem vida.

  ABIOGÊNESE 

Os cientistas defensores da abiogênese acreditavam que a vida podia surgir espontaneamente. Por exemplo, os cisnes surgiam de folhas que caíam nos lagos e os ratos surgiam de roupas sujas e úmidas misturadas com sementes de trigo

.Em 1745, John Needham realizou um experimento que voltou a reforçar a teoria da Abiogênese.
Ele aqueceu caldos nutritivos em frascos que foram fechados e novamente aquecidos. A sua intenção era impedir a entrada e proliferação de microrganismos. Com os dias, os microrganismos surgiram nos frascos e Needham concluiu que seu experimento foi resultado da abiogênese.
BIOGÊNESE 
Redi percebeu que larvas (o que eles chamavam na época de vermes) apareciam em locais com matéria orgânica em decomposição, frequentemente visitados por moscas. Então, com o intuito de testar a hipótese de que estes vermes eram originados a partir de ovos de moscas adultas, ele colocou carne e outras matérias orgânicas em oito potes de vidro, alguns cobertos com gaze e outros abertos, sem gaze.
Ele percebeu que após alguns dias, as larvas surgiram apenas nos potes abertos. Com isso, ele concluiu que a ideia de que bastava ter material podre para originar a vida não era válida, pois se isso fosse verdade apareceriam moscas tanto nos potes fechados quanto nos abertos, o que de fato não aconteceu.

  • VÍDEO EXPLICATIVO DA MATÉRIA .

TEORIA EVOLUTIVA

A Teoria da Evolução descreve o desenvolvimento das espécies que habitavam ou habitam o planeta Terra.A fascinante diversidade de seres vivos e documentos fósseis sempre chamou a atenção dos humanos, e por isso surgiram muitas teorias de como evoluiu esta biodiversidade. Atualmente, a teoria mais aceita pela ciência é a evolução biológica. A ideia por trás da evolução biológica é que toda a vida na Terra compartilha um mesmo ancestral e as características hereditárias herdadas sofrem mudanças de uma geração para outra.

A Teoria de Darwin

Segundo Darwin, os organismos mais bem adaptados ao meio têm maiores chances de sobrevivência do que os menos adaptados, deixando um número maior de descendentes.Os organismos mais bem adaptados são, portanto, selecionados para aquele ambiente.

A teoria de Lamarck

Ele dizia que formas de vida mais simples surgem a partir da matéria inanimada por geração espontânea e progridem a um estágio de maior complexidade e perfeição.


TEORIA DA GIRAFA 

Lamarck em sua teoria desenvolveu 2 tópicos, a Lei do Uso e Desuso que dizia que se um animal não utiliza determinado membro ele atrofia e você o perde (e foi comprovado isso acontece mesmo) e a Lei da herança dos caracteres adquiridos e é ai que a girafa entra, Lamarck nesta lei diz que todos os animais podiam passar para seus descendentes, características destes membros que perderam na lei do uso e desuso, assim ele acreditava que surgiam novas espécies devido à esta “evolução”, vários animais foram utilizados para Lamarck explicar sua teoria, um exemplo destes animais é a Girafa. 
Lamarck afirmava que, como a Girafa vive em um ambiente seco e com pouca vegetação, ela foi obrigada a comer brotos das árvores, mais como estes brotos se esgotavam devido a competição com os outros herbívoros, ela tinha que esticar o pescoço para alcançar os brotos mais altos assim, então de tanto esticar o pescoço ele se alongou e as pernas posteriores ficaram mais longas que as inferiores. 

Darwin pensava diferente de Lamarck. Darwin em suas pesquisas chegou a conclusão que toda espécie que não se adapta em um ambiente é eliminada, então essa teoria foi chamada de Seleção natural. Como ele chegou a esta conclusão? Durante suas pesquisas ele encontrou fósseis de girafas com pescoço mais curto que as girafas vivas. 
Como ele acreditava que o indivíduo com maior valor adaptativo sobrevive, ele chegou a conclusão que as girafas foram selecionadas pela Seleção Natural, onde somente as que nasciam com pescoços maiores que as outras conseguiam se alimentar mais e consequentemente sobreviviam e tinham mais filhotes. Deste modo, as que não conseguiam se alimentar por nascerem com pescoços menores não deixaram esta característica nas populações de girafas, pois morreram e não conseguiam se reproduzir. 

EVIDÊNCIAS EVOLUTIVAS


Apoiando-se nas evidências da evolução biológica, cientistas procuram explicar o processo evolutivo, ou seja, tentam desvendar os mecanismos que promovem as modificações das populações de seres vivos ao longo do tempo. Muitas hipóteses e teorias foram propostas; algumas foram descartadas, e outras, substituídas ou aprimoradas.Segundo as teorias evolutivas, a vida surgiu no planeta e desde então espécies têm surgido, desaparecido e mudado ao longo do tempo. Assim, a Teoria da Evolução reúne uma série de evidências e provas que a faz ser irrefutável até o presente momento:
A primeira evidência refere-se aos registros fósseis, sendo uma prova consistente de que nosso planeta já abrigou espécies diferentes das que existem hoje. Esses registros são uma forte evidência da evolução porque podem nos fornecer indícios de parentesco entre estes e os seres viventes atuais ao observarmos, em muitos casos, uma modificação contínua das espécies.

 O que são fósseis?

Um fóssil (do latim fossilis, tirado da terra) é qualquer vestígio de um ser vivo que habitou o nosso planeta em tempos remotos, como uma parte do corpo, uma pegada e uma impressão corporal. O estudo dos fósseis permite deduzir o tamanho e a forma dos organismos que os deixaram, possibilitando a reconstrução de uma imagem, possivelmente parecida, dos animais quando eram vivos.

 Evidências anatômicas e fisiológicas

Algumas espécies apresentam características anatômicas que muito se assemelham com aquelas presentes em indivíduos de outras espécies. Apesar de muitas vezes essas estruturas não apresentarem a mesma função, é possível inferir que, em algum momento, essas espécies possuíram um ancestral comum.
Quando uma determinada espécie possui órgãos que se desenvolvem de maneira semelhante à de outra, dizemos que elas possuem órgãos homólogos. Esses órgãos podem ou não apresentar a mesma função. Como exemplo, podemos citar o braço de um ser humano e a asa de um morcego.
COM BASE NA EXPLICAÇÃO A CIMA ESTA DISPONIVEL UM VIDEO DE COMO TUDO OCORRE .

sexta-feira, 19 de abril de 2019




Essa é a primeira parte do trabalho,nessa parte eu Thamiris irei explicar um pouco sobre:

                                           -Nitrogênio
                                           -Oxigênio

                                   E qual a importância

segunda parte do trabalho em video sobre biogeoquímico nele  vai ser falado gás carbono e a água por Mayara gusmao 3m02

terça-feira, 20 de novembro de 2018

Este e um seminário explicando os seguintes temas , relacionado ao sistema ( fisiológico humano )

-Digestório
- Respiratório
-Circulatório
- excretor
-Reprodutor (M e F)
- locomotor (muscular , ossos )
-nervoso
-endócrino




sexta-feira, 9 de novembro de 2018

Herança de sexo ( Genética )


O sexo do indivíduo é definido através da interação de genes que estão situados em pares homólogos, ou seja, cromossomos sexuais (heterossomos ou alossomos). O homem tem 44 autossomos + XY, sendo heterogamética: 22 A + 22 A + Y, e as mulheres tem 44 autossomos + XX, sendo homogamética: 22 A + X.

Autossomos e Heterossomos

  Os cromossomos autossômicos são os relacionados às características comuns aos dois sexos, enquanto os sexuais são os responsáveis pelas características próprias de cada sexo. A formação de órgãos somáticos, tais como fígado, baço, o estômago e outros, deve-se a genes localizados nos autossomos, visto que esses órgãos existem nos dois sexos.

   Quando os genes se encontram em partes homólogas, eles exibem uma herança chamada herança parcialmente ligada ao sexo, essa herança pode aparecer tanto nos machos como nas fêmeas. Já quando os genes se estão na parte não homóloga do cromossomo X, eles apresentam uma herança totalmente ligada ao sexo. Os machos neste caso possuem um cromossomo X e por este motivo não possuem alelos dos genes que se localizam na região não homologa do cromossomo, por isso são chamados de homozigotos. Já as fêmeas poderão ser tanto homozigotas como heterozigotas, pois elas apresentam dois cromossomos X que se pareiam por completo.



  



       
    Acontece que os genes presentes nestes cromossomos não são somente relacionados às características sexuais, mas definem também outras características do corpo, como a pigmentação da retina e a produção de proteínas relacionadas à coagulação sanguínea.

Dessa maneira, chamamos os genes ligados à parte não homóloga do cromossomo X de genes ligados ao sexo ou genes ligados ao cromossomo X e o mecanismo de herança desses genes recebe o nome de herança ligada ao sexo.


Grupos sanguíneos( MN )


Dois outros antígenos foram encontrados na superfície das hemácias humanas, sendo denominados M e N. Analisando o sangue de diversas pessoas, verificou-se que em algumas existia apenas o antígeno M, em outras somente o N e várias pessoas possuíam os dois antígenos. Foi possível concluir então que existiam três grupos nesse sistema: M, N e MN.

Os genes que condicionam a produção desses antígenos são apenas dois: L M e L N (a letra L é a inicial do descobridor, Landsteiner). Trata-se de uma caso de herança mendeliana simples. O genótipo L ML M, condiciona a produção do antígeno M, e L NL N, a do antígeno N. Entre L M e L N há co-dominância, de modo que pessoas com genótipo L ML N produzem os dois tipos de antígenos.


Transfusões no Sistema MN
A produção de anticorpos anti-M ou anti-N ocorre somente após sensibilização (você verá isso no sistema RH). Assim, não haverá reação de incompatibilidade se uma pessoa que pertence ao grupo M, por exemplo, receber o sangue tipo N, a não ser que ela esteja sensibilizada por transfusões anteriores.

Grupos sanguíneos (RH)


Um terceiro sistema de grupos sanguíneos foi descoberto a partir dos experimentos desenvolvidos por Landsteiner e Wiener, em 1940, com sangue de macaco do gênero Rhesus. Esses pesquisadores verificaram que ao se injetar o sangue desse macaco em cobaias, havia produção de anticorpos para combater as hemácias introduzidas.

 Analisando o sangue de muitos indivíduos da espécie humana, Landsteiner verificou que, ao misturar gotas de sangue dos indivíduos com o soro contendo anti-Rh, cerca de 85% dos indivíduos  apresentavam aglutinação (e pertenciam a raça branca) e 15% não apresentavam. Definiu-se, assim, "o grupo sanguíneo Rh +” ( apresentavam o antígeno Rh), e "o grupo Rh -" (não apresentavam o antígeno Rh).

A Herança do Sistema Rh

  Três pares de genes estão envolvidos na herança do fator Rh, tratando-se portanto, de casos de alelos múltiplos.

 Para simplificar, no entanto, considera-se o envolvimento de apenas um desses pares na produção do fator Rh, motivo pelo qual passa a ser considerado um caso de herança mendeliana simples. O gene R, dominante, determina a presença do fator Rh, enquanto o gene r, recessivo, condiciona a ausência do referido fator.

O sangue Rh – (negativo) não possui este antígeno na superfície, e o Rh + (positivo) possui.


Na espécie humana, encontramos diversos tipos de sistemas sanguíneos, que podem ser observados em outras espécies, principalmente de macacos superiores.



Grupos sanguíneos ( ABO)


Por volta de 1900, o médico austríaco Karl Landsteiner (1868 – 1943) verificou que, quando amostras de sangue de determinadas pessoas eram misturadas, as hemácias se juntavam, formando aglomerados semelhantes a coágulos. Landsteiner concluiu que determinadas pessoas têm sangues incompatíveis, e, de fato, as pesquisas posteriores revelaram a existência de diversos tipos sanguíneos, nos diferentes indivíduos da população.

Aglutinogênios
  No sistema ABO existem quatro tipos de sangues: A, B, AB e O. Esses tipos são caracterizados pela presença ou não de certas substâncias na membrana das hemácias, os aglutinogênios, e pela presença ou ausência de outras substâncias, as aglutininas, no plasma sanguíneo.
  
Os aglutinogênios são antígenos encontrados na superfície das hemácias e são responsáveis pela determinação do fenótipo sanguíneo.

Grupo A – possui somente o aglutinogênio A;
Grupo B – possui somente o aglutinogênio B;
Grupo AB – possui somente o aglutinogênio A e B;
Grupo O – não possui aglutinogênios.

Existem dois tipos de aglutinogênio, A e B, e dois tipos de aglutinina, anti-A e anti-B. Pessoas do grupo A possuem aglutinogênio A, nas hemácias e aglutinina anti-B no plasma; as do grupo B têm aglutinogênio B nas hemácias e aglutinina anti-A no plasma; pessoas do grupo AB têm aglutinogênios A e B nas hemácias e nenhuma aglutinina no plasma; e pessoas do gripo O não tem aglutinogênios na hemácias, mas possuem as duas aglutininas, anti-A e anti-B, no plasma.

sistema abo


Genética do sistema ABO

Existem três genes envolvidos no sistema ABO, resultando em 4 fenótipos: A, B, AB e O, determinados por um gene com alelos múltiplos (polialelia).

Os genes IA e IB são dominantes em relação ao gene i, e a relação de dominância 

IA = IB > i





2ª Lei de Mendel


  A segunda lei de Mendel, denominada de di-hibridismo, analisa a formação dos gametas e a manifestação da segregação independente dos fatores, ou seja, a separação de dois ou mais genes alelos localizados em diferentes pares de cromossomos homólogos.

 Começou a estudar a segregação de dois genes simultaneamente. Por exemplo, ele realizou cruzamentos de sementes verdes e rugosas com sementes amarelas e lisas.

 O objetivo de Mendel era descobrir se essas características estavam relacionadas, ou seja, uma semente amarela necessariamente precisa ser lisa?.

       
    R R V V (semente lisa e amarela)      x       r r v v (semente rugosa e verde)

             Gameta → RV                                                  Gameta → rv

Com base nessas informações, Mendel realizou o cruzamento de duas variedades puras com características diferentes: um indivíduo amarelo e liso e outro verde e rugoso. 
Ao cruzar esses indivíduos, Mendel obteve na geração F1 indivíduos heterozigotos para as duas características VvRr. Esses indivíduos eram, portanto, di-híbridos.



 
AUSÊNCIA DE DOMINÂNCIA

  O gene dominante bloqueia totalmente a atividade do seu alelo recessivo, de maneira que apenas o caráter condicionado pelo gene dominante se manifesta.Nesses casos, portanto, um indivíduo heterozigoto(Aa) exibirá o mesmo fenótipo do homozigoto(AA). Tal fenômeno é chamado de dominância completa.

  A planta ""maravilha"" (Mirabilis jalapa) apresenta duas variedades básicas para a coloração das flores: a variedade alba(com flores brancas) e a variedade rubra (com flores vermelhas). chamando o gene que condiciona flores brancas de B e o gene para flores vermelhas de V, o genótipo de uma planta com flores brancas é BB, e o genótipo de uma planta com flores rubras é VV. Cruzando-se esses dois tipos de plantas (VV X BB), os descendentes seram todos VB; as flores dessas plantas (VB) seram rosas, isto é, exibirão um fenótipo intermediário em relação aos fenótipos paternais(flores vermelhas e brancas).

A co-dominância é o tipo de ausência de dominância em que o indíviduo heterozigoto expressa simultaneamente os dois fenótipos paternos.Como exemplo podemos considerar da cor da pelagem em bovinos da raça Shorthon: os indivíduos homozigotos AA tem pelagem vermelha; os homozigotos BB tem pelagem branca;e os heterozigotos AB têm pêlos brancos e pêlos vermelhos alternadamente distribuídos.

PROBABILIDADE

é o estudo das chances de obtenção de cada resultado de um experimento aleatório. A essas chances são atribuídos os números reais do intervalo entre 0 e 1.


- 3/4 = amarelo e 1/4 = verde
- 3/4 = liso e 1/4 = rugoso

  Multiplicamos a probabilidade das proporções fenotípicas 











1ª Lei de Mendel


  O monge e cientista austríaco Gregor Mendel e suas descobertas, feitas por meio de experimentos com ervilhas, realizadas no próprio mosteiro onde vivia, foram extremamente importantes para que hoje conhecêssemos os genes e alguns dos mecanismos da hereditariedade. Suas experiências foram, também, muito significantes para a compreensão de algumas lacunas da Teoria da Evolução, proposta tempos antes.

Ausência de dominância
De forma semelhante aos casos de codominância, a ausência de dominância gera uma proporção fenotípica de 25% para 50% para 25%. Entretanto o fenótipo determinado pelo heterozigoto, diferente do que o ocorre na codominância, é um intermediário entre os dois fenótipos gerados pelos homozigotos. Ou seja, em casos como o da espécie Mirabilis jalapa, as flores apresentam três colorações possíveis: branca, vermelha, ou cor-de-rosa. Os genótipos que determinam cada uma delas são, respectivamente AA, A’A’ e A’A, de modo que os indivíduos heterozigotos apresentam um fenótipo intermediário entre os fenótipos apresentados pelos indivíduos homozigotos.
Probabilidade
 Quando cruzarmos dois genótipos, teremos algumas possibilidades para o novo individuo nesse caso teremos a probabilidade, já que teremos determinadas porcentagens para cada resultado de cruzamento. Por exemplo:
Um pai AaBb com uma mãe também AaBb, ambos heterozigóticos como podemos ver, poderíamos ter um individuo:
AABB, aabb, AaBb,aAbB, ou seja temos 25% de chances de ter um desses indivíduos, no caso 1/4 de chaces para cada cruzamento.





sexta-feira, 17 de agosto de 2018

GENÉTICA

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genética é a parte da ciência que estuda a hereditariedade, a estrutura e função dos genes e a variação dos seres vivos. É através da genética que buscamos compreender os mecanismos e leis de transmissão das características através das gerações.

  • Cromossomo X Gene X DNA
A molécula de ácido desoxirribonucleico (DNA) carrega todas as informações e características genéticas dos seres vivos. Os cromossomos são constituídos por uma longa fita de DNA que se enovelam com uma proteína, denominada histona. Os cromossomos estão organizados aos pares no interior do núcleo das células diploides (2n) e cada par é denominado cromossomo homólogo. O conjunto de cromossomos de uma célula forma o cariótipo, onde em seres humanos, 22 pares correspondem aos cromossomos autossomos e 1 par aos cromossomos sexuais. 
Os fragmentos de DNA em um cromossomo são denominados genes, responsáveis pela síntese de uma proteína específica que condiciona um caráter, como por exemplo, a cor dos olhos. Em um cromossomo homólogo, os pares de genes localizados no mesmo local, ou melhor, locus gênico, que determina o mesmo caráter, são denominados genes alelos. Genoma é o conjunto de todos os genes em um organismo.


  • GENE

Genótipo X Fenótipo
O genótipo corresponde ao conjunto total de genes de um indivíduo. Entretanto, o fenótipo são as características determinadas pelo genótipo manifestadas pelo indivíduo, como por exemplo, o tipo sanguíneo. O fenótipo pode ser alterado pelo meio, ou seja, os fatores ambientais, como, por exemplo, a mudança na coloração dos pelos em coelhos himalaios em função da temperatura do ambiente. À baixa temperatura (5ºC), os coelhos apresentam coloração preto e branco, enquanto que, ao elevar a temperatura para 20ºC, os coelhos ficam com coloração apenas branca. 
Conceitos básicos da genética (Foto: Colégio Qi)


Conceitos básicos da genética (Foto: Colégio Qi)

Homozigose X Heterozigose
Os genes alelos quando se apresentam iguais num certo locus são denominados homozigotos, sendo considerados puros para um caráter e são representados por duas letras iguais, por exemplo, AA ou aa. Entretanto, quando os genes alelos são diferentes, estes são denominados heterozigotos, sendo considerados híbridos para um caráter e são representados por duas letras diferentes, por exemplo Aa. 
Gene dominante X Gene recessivo
O gene dominante é aquele que determina o mesmo fenótipo, tanto em homozigose (AA) como em heterozigose (Aa). O gene recessivo só se expressa com os alelos em homozigose (aa). Logo, os alelos podem ser representados: 
AA – homozigoto dominantes
aa – homozigoto recessivo
Aa -  heterozigoto

EMBRIOLOGIA ANIMAL

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A embriologia é a parte da Biologia que estuda o desenvolvimento dos embriões animais. Há grandes variações, visto que os animais invertebrados e vertebrados apresentam muitos diferentes aspectos e níveis evolutivos.Os gametas masculinos e os femininos darão origem ao ovo ou zigoto após a fecundação.
Os animais são classificados também em relação ao número de folhetos embrionários, podendo ser diblásticos ou triblásticos.
A gastrulação origina duas camadas diferentes de células, chamadas camadas germinativas ou folhetos embrionários. São eles: ectoblasto (folheto externo), e  endoblasto (folheto interno). 
As células da ectoblasto que penetram na gástrula e se aderem a parede superior do arquêntero formam um terceiro folheto embrionário: folheto intermediário ou mesoblasto. As células localizadas na região superior da gástrula originam a placa neural, sob a qual o mesoblasto formará uma nova estrutura, a notocorda, que pode gerar a coluna vertebral. A partir da placa neural, forma-se a goteira neural, que levará a formação de um tubo neural, que é responsável pela constituição do sistema nervoso.

  • O TIPOS DE ÓVULOS

Os ovos são classificados de acordo com a quantidade e distribuição do vitelo (reserva nutritiva), que garantem o desenvolvimento embrionário. 

A partir desse componente de reserva, os óvulos podem ser:

Óvulos oligolécitos, isolécitos ou alécitos

Apresentam uma quantidade pequena de vitelo, que está distribuída de maneira uniforme pelo citoplasma. Ocorre nos espongiários, celenterados, equinodermas, protocordados e mamíferos.


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Óvulos heterolécitos, mediolécitos ou telolécitos incompletos.
Apresenta uma quantidade média de vitelo que está concentrada abundantemente no pólo vegetativo. Ocorre nos platielmintes, moluscos, anelídeos e anfíbios.
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 Óvulos telolécitos completos ou megalécitos
Apresenta uma quantidade abundante de vitelo que ocupa praticamente todo o ovo, deixando o núcleo e o citoplasma numa pequena área do pólo animal, chamada cicatrícula ou disco germinativo. Aparecem em cefalópodes, peixes, répteis e aves.
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Óvulos centrolécitos
O ovo possui uma abundante reserva de vitelo na região central do ovo, em volta do núcleo. Ocorre nos artrópodes. 

SISTEMA REPRODUTOR FEMININO

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 O sistema reprodutor feminino é um conjunto de órgãos e estruturas interligadas no corpo da mulher que tem como finalidade principal propiciar a formação, desenvolvimento e o nascimento de um bebê. Os órgãos que fazem parte do sistema reprodutor feminino são: os ovários, a vagina, o útero, as trompas de Falópio, (também chamadas de tubas uterinas) a vulva e as mamas.
CARACTERÍSTICA DOS ÓRGÃOS :
  • OVÁRIOS 

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Os ovários são estruturas muito importantes para o corpo da mulher . Eles apresentam funções essenciais para o desenvolvimento do corpo e para a reprodução, tais como a produção de hormônios e o desenvolvimento de células reprodutivas.

A superfície do órgão é coberta por um epitélio germinativo e, logo abaixo, há uma camada de tecido conjuntivo (túnica albugínea). Abaixo dessa túnica, existe uma região cortical que abriga os folículos ovarianos em diferentes estágios de desenvolvimento, corpos-lúteos (massa amarelada temporária no ovário que é formada por um folículo que liberou seu ovócito secundário) e corpus albicans (tecido cicatricial no local de um antigo corpo-lúteo). A parte mais interna do ovário é chamada de medula e é constituída por tecido conjuntivo frouxo.

 HORMÔNIO PRODUZIDO PELOS OVÁRIOS :

O hormônio produzido pelos ovários é o estrógeno, necessário para o desenvolvimento dos órgãos reprodutores e das características sexuais secundárias como o crescimento das mamas e dos pêlos pubianos.
 A progesterona exerce sua principal ação sobre a mucosa uterina para manter a gravidez. Também atua, junto com o estrógeno, favorecendo o crescimento e a elasticidade da vagina . Os ovários também produzem a relaxina, hormônio que atua sobre os ligamentos da pélvis e do colo do útero, provocando, assim, o relaxamento durante o parto para facilitá-lo.

  • ÚTERO 

  
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O útero é um órgão pertencente ao aparelho reprodutor das fêmeas de quase todos os mamíferos, inclusive os humanos. Possui como função principal receber e implantar os embriões, além de ser o responsável pela expulsão do feto no momento do parto, por meio de contrações.

 Morfologicamente, possui formato de pêra, sendo que o corpo do útero é a parte dilatada, cuja parte superior, em forma de cúpula, é conhecida como fundo do útero, a sua porção estreita que se abre na vagina recebe o nome de cérvix ou colo uterino. A outra extremidade conecta.

O miométrio é a parede mais espessa do útero, sendo composta por pacotes de fibras musculares lisas separadas por tecido conjuntivo, divididos em quatro camadas não muito bem definidas. A primeira e a quarta camada são compostas, basicamente, de fibras dispostas longitudinalmente, as camadas intermediárias contêm os grandes vasos sanguíneos que irrigam o órgão.

O endométrio consiste em um epitélio e uma lâmina própria que contém glândulas tubulares simples que às vezes se ramificam nas porções mais profundas (próximo ao miométrio). As células que revestem a cavidade uterina se organizam em um epitélio colunar simples, formado de células ciliadas e células secretoras. Pode ser dividido em duas camadas:

Camada basal: mais profunda, adjacente ao miométrio, constituída por tecido conjuntivo e pela porção inicial das glândulas uterinas.

Camada funcional: formada pelo restante do tecido conjuntivo da lâmina própria, pela porção final e desembocadura das glândulas e também pelo epitélio superficial.


Enquanto a camada funcional sofre grandes mudanças durante o período menstrual, a basal permanece quase inalterada.

  • TROMPAS DE FALÓPIOS
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As Trompas de Falópio são os canais que ligam útero e ovários. As trompas são como um tubo, mas também se comportam como uma rede de pescar, recolhendo o óvulo libertado na ovulação e transportando os espermatozoides até o óvulo e depois, conduzindo o óvulo fertilizado ao útero. As tubas uterinas estão subdivididas em quatro partes: uterina, istmo, ampola e infundíbulo.

UTERINA

É a parte intramural, contida na parede do útero. Em sua porção final há comunicação da tuba com o útero através do óstio uterino da tuba, o qual é muito pequeno com diâmetro de 1mm, aproximadamente. Em mulheres adultas jovens e não grávidas, esta parte tem comprimento médio de 1 cm

 ISTMO

É a parte medial da tuba e que sofre um estreitamento, mede cerca de 3 a 4 cm de comprimento, é retilínea, de parede espessas e menos móvel. É a continuação da ampola para o trajeto até o corpo do útero.

AMPOLA

Situa-se entre o infundíbulo e o istmo. Localiza-se de forma interposta entre a emergência do ligamento  redondoe o ligamento próprio do ovário, porém em plano mais elevado.

É a parte mais longa, com aproximadamente 7 cm, e a mais calibrosa, curva-se sobre o ovário, sendo ligeiramente tortuosa e com paredes delgadas. Considerada a parte mais importante da tuba por ser a porção onde ocorre a fecundação.


 INFUNDÍBULO

Porção mais lateral da tuba uterina, possui forma que assemelha à parte larga de um funil a qual tem orientação inferior e póstero-medial. É móvel e sua face lateral é envolvida pelo peritônio. Sua base é irregular, e circundada por fímbrias, uma das quais, a fímbria ovárica, é a mais desenvolvida e está anexada ao ligamento tubo-ovárico situado posteriormente ao infundíbulo.

Exemplos da seleção : A  seleção natural  é um mecanismo evolutivo em que o organismo mais adaptado a viver em uma determinada área e em ...